Cartão pré pago internacional – realmente é a melhor opção?

Quando o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% aplicado sobre as operações com cartões de crédito no exterior começou a pesar no bolso, ficávamos nos perguntando se a utilização do cartão pré pago internacional não seria uma melhor opção? Em resposta falávamos que sem sombra de dúvidas era a melhor opção, pois o IOF para recarregar os cartões pré pagos era de 0,38%, uma diferença realmente considerável.

Cartão pré pago internacional – Acompanhe o aumento do IOF sobre operações com cartões de crédito no exterior

Antes de relacionarmos as vantagens do cartão pré pago internacional, vamos relembrar a trajetória da tributação sobre as operações com o cartão de crédito internacional – em março de 2011, o governo percebeu que nós brasileiros estávamos gastando quantias recordes em viagens internacionais e, no intuito de aumentar a arrecadação, elevou o IOF nas compras com cartão  de crédito de 2,38% para 6,38%, almejando aumentar a arrecadação mas dizendo que o objetivo dessa ação seria equilibrar as contas externas, porém os gastos no exterior só aumentaram desde então. Conforme o Banco Central divulgou em 2013, estimam-se gastos líquidos de R$ 18,6 bilhões, contra R$ 16,995 bilhões em 2012 e a previsão para 2014 é de US$ 19 bilhões.

Conforme dados do próprio Banco Central do Brasil, o gasto com cartão de crédito em viagens internacionais apresentou firme recuo nos meses de agosto e setembro deste ano. Depois de encerrar os seis primeiros meses do ano com 52% do volume de dinheiro que os brasileiros gastaram fora do país, esses percentuais caíram para 41,3% em agosto e subiram levemente a 44,4% em setembro, quando os brasileiros deixaram US$ 2,168 bilhões no mercado externo, e antes da alta na alíquota do IOF incidente nas compras externas com cartões de crédito, ocorrida em março/2011, esse meio de pagamento representava 65% dos gastos dos brasileiros no exterior.

Governo aumenta também o IOF sobre operações com cartão pré pago internacional

O governo percebendo a mudança da preferência dos brasileiros para a utilização do cartão pré pago internacional, tratou logo de acabar com a festa e também elevou o IOF destes cartões para 6,38% a partir de 28 de dezembro de 2013.  De acordo com nota publicada pelo Ministério da Fazenda, “este aumento visa conferir isonomia de tratamento às operações com moeda estrangeira realizadas por meio de cartões de crédito internacionais, que também são tributados pelo IOF de 6,38%”.

Na avaliação do governo, com este aumento, evita-se que um meio de pagamento seja preterido por outros em decorrência de sua estrutura de tributação. Mas todos nos sabemos que o que manda é aumentar a arrecadação não importando os meios, só para termos uma ideia, com este aumento o governo passará a ter uma arrecadação extra de aproximadamente R$552 milhões por ano.

Lembramos ainda que este aumento incidirá também sobre as operações com cartões de débito no exterior, compras de cheques de viagem (traveller checks) e saques de moeda estrangeira no mercado externo, o que dificulta ainda mais as opções dos viajantes em escolher a forma de efetuar suas compras no exterior.

Cartão pré pago internacional

Cartão pré pago internacional – USP Imagens

Dinheiro vivo se torna a melhor opção para compras no exterior

Depois destas mudanças a melhor opção ficou sendo viajar com dinheiro vivo, pois a compra de dólares no Brasil continua com o IOF de 0,38%, pelo menos até o governo perceber esta nova tendência.

Agora cabe-nos advertir que de acordo com a Receita Federal, quem entra ou sai do país com valor superior a R$ 10 mil em moeda nacional ou estrangeira deve fazer a Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes, e depois apresentar-se à fiscalização aduaneira para que sejam feitas as conferências dos valores declarados.

Abaixo destacamos um vídeo sobre o aumento do IOF sobre o cartão pré pago internacional

Portanto, como devo proceder em viagens ao exterior?

Conforme nos orienta o educador financeiro Mauro Calil, mesmo depois deste aumento na alíquota do IOF, devemos diversificar nos pagamentos, ou seja, devemos fazer uso dos três meios de pagamento – débito ou pré, crédito e dinheiro -, porém, para situações diferentes. “O grosso deve ir no cartão pré-pago internacional; o dinheiro é para usos corriqueiros, como o táxi e a gorjeta, e o cartão de crédito, para emergências”, afirma.

Apesar de o cartão pré pago internacional ter perdido sua vantagem tributária, o educador financeiro reforça que ele ainda é considerado a melhor opção, pois nessa modalidade de pagamento, o turista tem mais controle sobre o quanto pode gastar na viagem. “Com o cartão pré pago internacional, você consegue se organizar melhor, controlar seus gastos”, afirma Calil. Além disso, é possível “travar” o câmbio no momento de carregar o cartão, o que é um excelente negócio, pois pelo contrário poderemos ter uma amarga surpresa quando receber a fatura do cartão de crédito, pois no cartão de crédito, você só saberá a cotação no fechamento da fatura; portanto só use-o em casos de emergências.”

Quadro comparativo entre as três especieis de pagamento abordadas acima:

cartão pré-pago internacional

Comparativo de custo entre as três principais modalidades de pagamento no exterior

Agora abordaremos as principais vantagens e desvantagens do cartão pré pago internacional e do cartão de débito. 

Cartão pré pago internacional

Como funciona:

São das bandeiras Visa (Travel Money), MasterCard (Travel Card) e American Express (Global Travel Card). É emitido em bancos, como Itaú, Bradesco, Safra e Banco do Brasil, e em casas de câmbio, como as da rede Confidence. Pode ser carregado em cerca de 15 moedas diferentes; as mais comuns são dólares, libras e euros. Permite saques (em geral ate US$ 1000 por dia, com a taxa media de US$ 2,50 por saque) e compras no exterior (sem limite).

Vantagens:

São amplamente aceitos em estabelecimentos comerciais e caixas eletrônicos. O câmbio utilizado e a turismo do dia da carga do cartão, portanto não tendo surpresa na variação do dólar, como acontece com o cartão de crédito. Pode ser recarregado a distância, via ligação telefônica, embora alguns emissores, como o Banco Itaú, permitam que o processo seja todo feito pela internet. Em caso de perda ou roubo, todas as bandeiras tem assistência 24 horas em português.  A reposição do cartão é feita sem demora, mas você também pode se antecipar e solicitar um cartão adicional ainda antes da viagem.

Desvantagens:

Cada cartão é vinculado a uma casa de câmbio ou a um banco e só pode ser recarregado no mesmo emissor: se você emitiu seu cartão na Confidence, só vai conseguir recarrega-lo lá. Atente também ao fato de que os emissores que não tem sistema online de recarga vendem moeda somente em dias uteis. Quanto a segurança, muitas vezes o cartão funciona sem senha, só com assinatura, e nem todos os emissores se responsabilizam pelos gastos se o seu cartão tiver sido usado antes do bloqueio. Recentemente descobrimos um cartão que se pode carregar online e resolvemos testá-lo, e após algumas viagens ele se mostrou muito eficiente; deixo abaixo o link para quem tiver interesse:  

cartão pré pago internacional

O melhor cartão pré pago internacional

Cartão de débito

Como funciona:

O cartão deve ser internacional, habilitado e desbloqueado para uso no exterior antes da viagem. Independentemente do emissor, se tem as bandeiras Plus (Visa) ou Cirrus (Mastercard), deve funcionar em caixas eletrônicos, com direito a saques de moeda local, ou em estabelecimentos credenciados.

Vantagens:

O dinheiro sai da sua conta na hora, infelizmente com o IOF de 6,38%(conforme explicamos acima) da data da operação (saque ou compra). O valor dessa operação e convertido para o câmbio do dia, mas segundo escolhas de cada banco emissor. Normalmente essa cotação esta mais pr6xima do dó1ar comercial do que do dólar turismo – eis a razão para o cartão de debito ser, em geral, mais vantajoso do que o cartão pré pago.

Desvantagens:

Há taxa para saque no exterior que difere de banco para banco. Há também limites para uso do cartão, o Banco Itaú, por exemplo, permite R$ 1.200,00 por dia em saques e R$ 2.600 em compras. Em caso de perda ou roubo, só e possível bloquear o cartão, mas alguns bancos permitem saque sem o cartão em suas agências. Outro problema e que em certas lojas ele pode não ser aceito em virtude do banco emissor.

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