Será que seu seguro viagem é suficiente???

Seguro Viagem – Será que só ele é suficiente???

A relação entre viajantes e seguradoras que vendem o seguro viagem muitas vezes é conturbada. Como prova disso, acompanhamos recentemente o caso da brasileira que, em uma recente viagem ao Peru, foi diagnosticada com um tumor no cérebro e não pôde ser trazida de volta ao Brasil para ser operada.

Para mudar um pouco a linha de raciocínio e, no intuito que você veja este artigo com seus olhos e não com os nossos, assista a reportagem a seguir e tire suas próprias conclusões sobre o assunto:

Seguro Viagem – Exemplos de má prestação de serviços põe em cheque se só a contratação de um plano de Seguro Viagem é suficiente para nossa viagem :

As empresas Visa e AXA Assistance, responsáveis pelo seguro viagem de Natália Duffles, teriam recusado a transferência emergencial da brasileira para seu país, alegando que o tumor poderia ser pré-existente à contratação de seus serviços. A AXA Assistance, após a repercussão do caso, se defendeu dizendo que quem não autorizou o retorno de Natália ao Brasil foi o médico peruano que a atendeu e no fim das contas, a brasileira não conseguiu realmente a transferência e teve de passar por uma cirurgia no cérebro em um hospital da cidade de Cusco, longe de sua família.

Mas este não é o primeiro caso em que a AXA Assistance USA, empresa contratada pelos usuários do cartão de crédito Visa Platinum, deixa algum de seus clientes desamparados no exterior. Só para se ter uma ideia, somente esta empresa, responde a 148 processos nos tribunais de Justiça, sendo 77 processos nos Tribunais do Estado de São Paulo e 71 processos nos tribunais do Estado do Rio de Janeiro.

Outro caso triste, só que este não foi divulgado nas mídias, foi do paulistano Fábio, em uma viagem à Suíça, ele fraturou a perna direita em três lugares diferentes em um acidente de trenó pelos Alpes, a Seguradora AXA Assistance USA demorou para aceitar fazer o pagamento de suas despesas médicas, e o engenheiro mecânico foi mandado embora do hospital em que estava internado, na cidade de Interlaken, na Suíça.

“Foi a situação mais humilhante da minha vida. Ganhei o seguro viagem quando comprei a passagem (Chamado seguro viagem visa) e jamais poderia imaginar que passaria por um problema desses. Saí do hospital só de muletas”, contou Fábio. “Meu hotel não tinha elevador, e tive de subir as escadas pulando agarrado pelo dono. Saí sem os medicamentos que estavam me dando no hospital e, depois que minha namorada comprou-os, tive de aplicar as injeções na minha própria perna, torcendo para que estivesse fazendo a coisa certa.” 

A humilhação não terminou por aí. Era preciso retornar ao Brasil, e os médicos aconselharam que ele tivesse espaço disponível na aeronave para a perna lesionada. No dia 3 de março, veio a resposta.

Mesmo tendo vendido um Seguro Viagem Internacional com a cobertura para remoções no valor de 50 mil dólares, a AXA Assistance USA se negou a pagar pelo repatriamento adequado.

Fábio tentou fazer um upgrade na sua passagem para classe executiva ou primeira classe e também não obteve sucesso. “Eles me trataram todo o tempo como um produto financeiro. Minha sorte no voo foi que a aeromoça me trocou para um lugar onde eu podia deixar a perna esticada. Tive que depender da aeromoça”, afirmou Fábio. “Aqui no Brasil, meu pai teve que me pegar no aeroporto, quando os médicos haviam indicado um transporte adequado. Tive de fazer tudo ao contrário do que o médico tinha dito. Corri muito risco.”

Moacyr da Costa Neto, advogado de Fábio, alega no processo violação ao dever geral de informação e solidariedade e outras violações contratuais, além da exposição humilhante de seu cliente a toda a sorte de riscos, incluindo, os pós-cirúrgicos. Hoje em dia, depois de passar um ano fazendo fisioterapia, o engenheiro ainda manca da perna direita e não pode correr.

É por esses e outros casos que sempre falamos que a pesquisa nos antecedentes da Seguradora o qual pretendemos contratar um Seguro viagem é fundamental, e além disso, é super importante observamos alguns conselhos que podem fazer a diferença.

COTAR SEGURO VIAGEM

Abaixo selecionamos dez conselhos que devem ser levados em conta na hora da compra de um seguro viagem, pois a contratação desse tipo de serviço está longe de ser um processo divertido, mas é fundamental que o turista saiba exatamente as características do produto que está adquirindo. “Muitos brasileiros tratam o seguro de viagem como uma parte sem importância do planejamento da viagem e nem leem o contrato do produto”, diz o advogado Flávio Siqueira Júnior, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “Ler contrato é chato, mas necessário. O viajante deve conhecer todos os benefícios e cláusulas de exclusão que os seguros abrangem. Só assim poderão exigir seus direitos quando se sentirem prejudicados”.

Seguro Viagem Europa

Seguro Viagem Europa

1º CONTRATAR UM SEGURO VIAGEM É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA:

Uma pesquisa realizada pela Travel Ace, uma das maiores empresas de seguro viagem do país, indica que apenas 30% dos turistas brasileiros contratam um seguro viagem para suas viagens. Estar assegurado para casos de acidentes, problemas de saúde e outros inconvenientes, pode ser fundamental para que a viagem não seja arruinada. Um simples primeiro atendimento médico nos Estados Unidos, por exemplo, pode custar milhares de dólares caso o viajante não tenha um seguro. Já na Europa, os países que integram o Tratado de Schengen exigem que o turista tenha uma cobertura securitária mínima de 30.000 euros para despesas médico-hospitalares. Alguns Seguros Viagem Europa também oferecem cobertura para outros tipos de problemas, como extravio de bagagem e necessidade de assistência jurídica. 

2º ALGUNS PAÍSES QUE PEDEM COBERTURA:

No continente europeu, os países que integram o Tratado de Schengen exigem que o turista tenha um seguro com cobertura securitária mínima de 30.000 euros para despesas médico-hospitalares. Entre eles estão Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Suécia. O turista pode ser impedido de entrar nessas nações caso não esteja assegurado. Mesma coisa acontece em Cuba, agora para viajar a Cuba é necessário ter contratado um plano de seguro viagem. O governo da Austrália, por sua vez, exige que estudantes de intercâmbio tenham o seguro-saúde “Overseas Students Health Cover“. Antes de qualquer viagem, informe-se com o serviço consular de seu país de destino se a cobertura securitária é obrigatória. 

3º LEIA A APÓLICE DO SEGURO VIAGEM:

O advogado Flávio Siqueira Júnior, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), alerta: “nem sempre é fácil entender o que está escrito nas apólices das assistências ou seguros viagem. Muitas empresas poderiam fazer apólices com linguagem mais simples. É compreensível que as pessoas se sintam perdidas ao ler esse tipo de contrato”. Marcello Gonçalves, CEO da empresa de assistências Travel Ace Brasil, discorda: “os contratos que a maioria das empresas fazem são claros, mas notamos que existe uma tendência de as pessoas não lerem os documentos, o que pode gerar conflito na hora em que elas precisarem de algum auxílio”. Seja qual for o caso, como diz artigo 6º, inciso III do Código de Defesa do Consumidor, o direito à informação é um direito básico de quem adquire um serviço ou produto. Portanto, o cliente deve exigir ser claramente informado na hora de comprar um seguro ou assistência-viagem. E o advogado Flávio Siqueira Júnior ainda ressalta: “sempre preste atenção nas cláusulas de exclusão do seguro, que devem vir em destaque no contrato”. 

4º EXIJA O CONTRATO DO SEGURO VIAGEM:

A maioria das pessoas contrata uma assistência ou seguro de viagem internacional com um agente turístico: mais de 90% das vendas da empresa de assistências Mapfre, por exemplo, são realizadas por agentes. O viajante, porém, pode contratar diretamente, sem intermediários, seu seguro ou assistência. Também pode, como fez a turista brasileira que teve problemas de saúde no Peru, contratar o serviço através de sua empresa de cartão de crédito (Seguro Viagem grátis de cartão de crédito). Em todos os casos, o cliente deve exigir o recebimento do contrato do produto, que especifique de maneira clara todos os benefícios aos quais ele tem direito. “Eu mesmo já contratei um seguro-viagem e nunca recebi uma cópia do contrato”, diz o advogado Flávio Siqueira Júnior, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “Não acho que seja mais arriscado comprar o seguro com uma empresa de cartão de crédito ou algum outro tipo de intermediário. O importante é a pessoa saber exatamente o que aquele produto oferece e não oferece, e qual a idoneidade da empresa que está vendendo o produto”. Siqueira recomenda que, na dúvida, o cliente consulte o Procon para saber se há muitas reclamações contra a empresa que pretende contratar.

5º RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA:

O advogado Flávio Siqueira Júnior, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que, caso o viajante se sinta lesado por seu seguro ou assistência, ele pode processar a empresa responsável pelo produto e também o agente turístico que o vendeu. “É o que chamamos de “responsabilidade solidária””, explica Siqueira. “A agência turística auferiu lucro quando vendeu o seguro, e por isso também deve ser responsabilizada caso o cliente seja prejudicado em sua viagem”. Vale lembrar que, mesmo com os riscos que sua ausência gera, o seguro-viagem é opcional e não pode ser vendido como item obrigatório de um pacote turístico.

6º BAGAGEM:

Muitos Seguros viagem incluem cobertura para extravio de bagagens durante os voos. Entretanto, é importante que o cliente saiba que, com seguro ou sem seguro, ele tem direito de exigir uma indenização da companhia aérea que perdeu suas malas. “O cliente tem até cinco anos para entrar com uma ação judicial, mesmo que sua bagagem tenha sido extraviada no exterior”, afirma o advogado Flávio Siqueira Júnior, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O processo pode ser por danos materiais e morais. Se o pedido for de até 40 salários mínimos, a pessoa pode ir a um Juizado Especial Cível, que é mais célere e não cobra custos judiciais. Se o pedido for de até 20 salários mínimos pela bagagem perdida, a pessoa não precisa nem de advogado”. 

7º CONTRATAR UM SEGURO VIAGEM OU UMA ASSISTÊNCIA DE VIAGEM?

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), há diferenças entre seguro viagem e assistência viagem. A entidade informa que, com o seguro, o viajante geralmente paga para ser atendido no hospital ou clínica que lhe estiver mais próximo e depois é reembolsado. A assistência, por sua vez, oferece uma rede limitada (mas geralmente extensa) de hospitais e clínicas conveniados, aos quais o viajante só precisa mostrar seu cartão de cliente para ser atendido. Diz a Fenaprevi: “No caso do seguro viagem, se houver uma emergência o segurado deverá procurar, junto à seguradora ou por conta própria, a melhor estrutura que lhe atenda. Além disso, o segurado pode ter que pagar por todos os serviços prestados, como hospital, exames e medicamentos e depois pedir um reembolso. Com a assistência, o cliente conta com uma central de atendimento e uma rede específica de prestadores de serviços hospitalares. Neste caso, em uma situação de emergência, o cliente deverá contatar essa central, que lhe encaminhará ao hospital da rede mais próximo” 

8º ATENÇÃO NO PERFIL DA VIAGEM:

Antes de contratar um seguro viagem, é importante levar em consideração as características da viagem que será realizada. Se a jornada envolver esportes radicais, por exemplo, é essencial fazer um seguro viagem que cubra os acidentes que podem ocorrer nesses tipos de aventura. Vale lembrar também que nas viagens de cruzeiros é fundamental que se contrate um bom plano de Seguro Viagem. É também válido que o turista saiba se o país que irá visitar passa por alguma situação epidêmica. Uma ótima fonte para essa consulta é o site www.who.int. Vale lembrar, porém, que de acordo com a legislação brasileira (circular Susep nº 302/2005), todo seguro viagem deve contemplar as coberturas básicas de morte acidental e invalidez permanente parcial ou total por acidente. 

9º OUTRAS PRECAUÇÕES:

Segundo o gerente de produto da Mapfre Assistance, João Ayres, é importante que o turista procure conhecer o estado de sua saúde antes de viajar. “Pedimos para que as pessoas sempre tenham a preocupação de fazer uma avaliação médica antes de embarcar em uma viagem. É uma atitude importantíssima para evitar problemas de saúde inesperados”. Já o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda que “se a viagem for para o exterior, o consumidor deve contratar uma seguradora que coloque à disposição dos clientes uma central de atendimento em português. É uma facilidade que ajuda no momento da solicitação dos serviços contratados”. O Idec também avisa que somente seguradoras autorizadas pela Susep, órgão regulador do setor, podem comercializar seguros. As empresas autorizadas podem ser consultadas no site da autarquia: www.susep.gov.br

10º RECLAME SEMPRE QUE SE SENTIR PREJUDICADO:

O advogado Flávio Siqueira Júnior, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), pede que, ao se sentir prejudicado na utilização de um seguro ou assistência-viagem, o cliente nunca deixe  de reclamar. “O consumidor só poderá melhorar a prestação de serviços no país quando começar a exigir seus direitos. Vivemos em uma sociedade de consumo onde o consumidor pode ter muito poder. Se começarmos a reclamar mais, a qualidade do que compramos com certeza vai melhorar”.

No intuito de ajudá-lo a contratar seu seguro viagem com quem respeita e valoriza você como cliente, deixo abaixo um link para que você faça sua cotação on-line com as 10 melhores seguradoras do mercado brasileiro com um único clique.

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Abaixo mais uma dica muito útil sobre o Seguro Viagem:

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